DN Tracker

Um rastreador calado não é um veículo parado

No mapa, as duas coisas desenham o mesmo ponto. O que separa uma da outra é a hora escrita do lado — e é ela que decide se você responde ao cliente agora ou confere antes.

São duas da tarde, o cliente liga para perguntar da entrega e você abre o mapa. O veículo está num posto na beira da estrada. Você responde que ele parou para almoçar.

Pode ser. Também pode ser que ele tenha almoçado, saído, rodado sessenta quilômetros — e que o que está na tela seja o último sinal que chegou, de uma hora atrás.

As duas situações desenham o mesmo ponto. A diferença entre elas não está no mapa: está na hora escrita do lado.

Achar a posição e entregar a posição são dois trabalhos

O rastreador faz duas coisas que não dependem uma da outra.

A primeira é descobrir onde ele está, e isso ele resolve com os satélites do GPS. A segunda é contar isso para alguém, e isso ele faz pelo chip de celular — na mesma rede do seu telefone, com as mesmas falhas dela.

Quando a segunda falha, a primeira continua funcionando. O aparelho sabe exatamente onde está e não tem para quem contar. É esse intervalo que aparece na tela como um veículo parado.

Por que o aparelho fica calado

Os três primeiros passam sozinhos. Os dois últimos não passam — e nenhum dos cinco se distingue do outro olhando só para o ponto na tela. O que separa é há quanto tempo o silêncio dura e onde ele começou.

Cada posição carrega a própria hora

O rastreador carimba cada posição com o horário do relógio dele, no momento em que ela aconteceu. A gente guarda esse horário e também o horário em que o pacote chegou até nós.

Quase sempre os dois caem no mesmo minuto. Quando não caem, a diferença entre eles é exatamente o tempo que o aparelho passou sem conseguir falar.

E quando o aparelho guarda o que viu durante o silêncio e despeja tudo assim que a rede volta, essas posições entram no histórico com a hora em que aconteceram. O trajeto se fecha no lugar certo da linha do tempo, e não amontoado no minuto em que a conexão voltou.

Por isso a tela diz de quando é a posição que você está vendo. Um rastreador em silêncio aparece como silêncio, com a hora do último sinal do lado — nunca como um veículo parado num lugar onde ele já não está.

O que fazer com o silêncio

Alguns minutos, num trecho onde isso sempre acontece. É o mapa da cobertura, não o do veículo. Vale anotar onde acontece: são quase sempre os mesmos pontos, e em um mês você conhece cada um pelo nome.

Começou quando o veículo entrou na garagem de sempre e termina quando ele sai. Padrão, não defeito. Se o horário bate com o fim da jornada, também não é novidade.

Horas, num veículo que deveria estar rodando. Aí vale ligar — e a pergunta não é onde ele está, é se está tudo bem por aí.

Começou do nada, com o veículo em movimento, e não voltou. Energia ou aparelho. É o único da lista que precisa de alguém com uma chave de fenda.

O que a tela não vai fazer

Enquanto o aparelho está calado, a gente não sabe onde o veículo está, e o mapa não vai fingir que sabe. Não tem posição estimada, não tem ponto arrastado para a frente para a tela parecer viva. O que existe é o último sinal que chegou e a hora dele.

Parece pouco. É a diferença entre um mapa que você usa para responder um cliente e um mapa que você precisa conferir antes de responder qualquer coisa.


Se você está olhando rastreamento para a sua frota — com a gente ou com qualquer outro —, essa é uma boa pergunta para levar para a demonstração: o que essa tela mostra quando o aparelho está calado há uma hora?

A gente liga, fecha o preço e marca a instalação. O formulário está na página inicial.